História


O Início...

Foi após o Hollywood Rock de 1996, onde assistiram ao emocionante show de Jimmy Page e Robert Plant, que os então amigos de escola Márcio Beloto e Daniel Borgens, ambos com 17 anos, tiveram a idéia de formar uma banda de rock. Porém, passou-se um bom tempo até que os dois formassem a tão sonhada banda.
Daniel Borgens começou tocando guitarra, em seguida passou a se dedicar aos vocais e foi como vocalista que junto do amigo Daniel Dias (guitarrista), formaram (ou tentaram formar...) uma banda de Heavy Metal. A dificuldade de encontrar as pessoas certas era enorme. Márcio Beloto era vocalista e passou por várias bandas que também não tiveram seguimento. Ele sempre ia ver os ensaios da banda de Daniel Borgens e Daniel Dias, e até cantava algumas músicas.

No final de 1997, Márcio Beloto, Daniel Dias e Daniel Borgens decidem formar uma banda, que seria um projeto paralelo para Daniel Dias e Daniel Borgens que já estavam em outra banda. O guitarrista Wallace Rocha, amigo de Márcio, foi chamado para integrar o grupo. Era pra ser uma banda descompromissada, mais por diversão. Daniel Borgens seria o baterista e a banda misturaria diversas influências: Heavy Metal, Hard Rock, e as letras seriam em português. Porém, nesse meio tempo, Márcio Beloto teve que fazer uma viagem de trabalho e retornaria após seis meses, e só depois desse período a banda começaria os ensaios pra valer. Nessa mesma época Daniel Borgens passou a se interessar pelos teclados, enquanto a primeira banda em que ele e Daniel Dias tocavam não ia bem. Dias acabou saindo, e após alguns meses a banda acabou. Agora ambos tinham apenas uma banda para se dedicarem.

Em maio de 1998 Márcio Beloto, retornando de sua viagem, reuniu-se então com Daniel Borgens, Daniel Dias e Wallace Rocha. A banda estava quase pronta, faltando um baixista e um tecladista. Passados alguns ensaios, Daniel Borgens se dedicava cada vez mais aos teclados e como a banda não tinha encontrado um tecladista ele resolve deixar a bateria e assumir de vez os teclados. Para a bateria foi convidado um amigo próximo, Francisco Moura, já o baixista demorou a aparecer. Mesmo assim todos estavam empolgados, levando a banda cada vez mais a sério. Após algumas divergências, Wallace Rocha acaba deixando a banda, e os outros integrantes decidiram continuar com um único guitarrista. A procura por baixista continuava, foi uma fase difícil, vários músicos passaram pela banda, e Anderson Breves foi o que permaneceu por mais tempo. Com Anderson no baixo, a banda começava a se apresentar em bares de rock da região de Guarulhos e zona leste de São Paulo.

Apesar de estar indo bem, o nome da banda (Álcool Puro, criado em tom de brincadeira) ainda não agradava. Foi então que um dia Daniel Dias, olhando vários discos na casa de Daniel Borgens, viu um disco do Yes e disse: "Drama! Está aí um belo nome pra uma banda.". O nome se encaixava perfeitamente na proposta de som da banda. As letras falam de dramas da vida, problemas sociais em geral. Demorou, mas todos aceitaram o novo nome de forma definitiva.

No início de 2000 Anderson Breves deixa a banda e a procura por um baixista recomeçava. Em maio de 2000 o Drama foi convidado para um show na cidade de Santa Isabel/SP. A um mês do show, alguns amigos foram assistir a um ensaio e entre eles estava Márcio Magno, amigo de escola de Daniel Dias, que era guitarrista em outra banda. Após tocarem algumas músicas juntos, a banda, sem conseguir um baixista, decide convidá-lo para tocar nesse show. "Pensamos até em pagar um músico para tocar", diz Moura. "O Márcio (Magno) caiu do céu". A menos de um mês do show, Márcio Magno aprende quase todo o repertório do show, cerca de 15 músicas. A dedicação do rapaz despertou o interesse dos integrantes, que o convidaram para as gravações da demo "Senhores do Nada", em Agosto de 2000. Ele topou na hora e após o final das gravações da demo, Márcio Magno deixa as guitarras em sua banda inicial e assume o contrabaixo, integrando-se definitivamente à banda.

Tudo estava bem, a banda estava completa e dois anos após a gravação da demo, lança seu primeiro álbum, o CD homônimo "Drama", que foi gravado e lançado de forma independente, contendo 11 faixas. O CD, apesar de pouco divulgado, teve uma boa repercussão pela crítica especializada e pelas pessoas que o ouviram. Em Abril de 2003 a banda sofre a maior perda até então: após alguns desentendimentos musicais, Francisco Moura deixa a banda e em seu lugar entrou Vitor Flávio Maciel, um excelente baterista, mas que ficou na banda por apenas três meses, e acabou saindo devido à distância que o impedia de estar presente nos ensaios e gravações. Foi o pior momento que o Drama passara até então, mas a banda viu que a solução estava debaixo de seus olhos: Filipe Borgens, irmão do tecladista Daniel Borgens, já estava a algum tempo estudando bateria, e demonstrava-se cada vez mais dedicado e talentoso, e é então convidado para ser oficialmente o baterista do Drama, visto que o garoto já tocava nos ensaios, ajudava nas novas composições, e chegou até a fazer um show como convidado no Taverna's Rock Beer em Arujá/SP, no qual impressionou o público com a execução das músicas e performance de palco, incomum em bateristas.O Drama ganha novo ânimo e novas influências com a entrada de Filipe e segue com novas composições e apresentações agendadas com o mais novo membro da família, em rumo ao segundo álbum.

O tempo passa, estamos em julho de 2004, a banda evolui e Filipe se mostra um baterista único, tanto assim que consegue o patrocínio da Orion Cymbals. Na busca por uma melhor forma de lançar o segundo CD a banda assina contrato com a gravadora JT Records com promessas de levar o som do Drama a outro patamar, mas... Nem tudo são flores e a falsa promessa não se cumpre e com ela o contrato também se rompe.

Alguns meses depois Felipe desiste não somente do Drama, mas também da música. Ele joga o talento pela janela e abandona definitivamente a música. Quem chegou a vê-lo tocar não irá se esquecer... Mais tarde Daniel Borgens também decide deixar a banda por problemas pessoais. Começa aí a fase mais difícil que a banda já passou, sem o baterista e tecladista a banda fica congelada. Os remanescentes dividem seu tempo procurando os substitutos de forma discreta e tocando seus projetos paralelos, enquanto isso o Drama adormece, entra em um longo período de hibernação.

O sonho nunca morre e esse dito realmente faz parte de história do Drama. Em julho de 2006, Dias, Magno e Beloto, decidem que é hora de voltar e começam a procurar de forma intensa um merecedor das baquetas do Drama, então surge o nome "Osmar Lima". Com influências diversas ele acrescenta muito ao som da banda e conquista a todos.

Janeiro de 2007: após a fase de entrosamento com o Osmar finalmente o Drama decide seguir em frente. Os planos são gravar algumas faixas e lançar um novo single, então, após o inicio das gravações surge o convite ao amigo Daniel Borgens para gravar os teclados apenas como convidado, mas o amor ao som do Drama fala mais alto e Daniel está de volta.

Agora o Drama está completo novamente, com novo gás, novo fôlego, um novo CD, e muita vontade de sair tocando mundo a fora.

Mudanças, ganhos, perdas, renovações... Como disseram os poetas: "O Tempo Não Para.", e "The Show Must Go On."